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Ser Mulher Simples Assim

Ser Mulher Simples Assim

Quem somos?

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O que é que nos define como pessoas? O caráter, a aparência, a religião, a raça, o emprego, o nosso estado civil, a nossa sexualidade?... Ou tudo junto?

Ouço vezes sem conta descreverem alguém como sendo boa pessoa, muito prestável mas....(e aqui é a escolha do que está a acima).

Acho triste que ainda hoje haja rótulos como se nos dividissem por catálogos ou prateleiras. 

Na realidade ainda existem muitos estigmas sobre muita coisa. E de alguma forma sinto que eu própria os tenho. Somos educados a ver as coisas de uma maneira, à qual chamam normal, e depois ao longo da nossa vida vamo-nos deparando com outras realidades e vamos ficando confusos com o que pensamos, sentimos e com que queremos pensar e sentir. Muitas vezes somos levados pelos outros, somos influenciados pela familia ou amigos...Vivemos numa sociedade muito imperfeita. Não conseguimos olhar para nós e para os nossos defeitos, mas facilmente apontamos o dedo ao outro. E por muito que queiramos mudar lá está aquele velho bichinho entranhado pela educação que tivemos, a dizer que não é normal, que não é perfeito, que falta qualquer coisa para ser bom....deve ser por isso que o Homem nunca se sente verdadeiramente feliz. Porque falta sempre qualquer coisa,  porque olha sempre para o lado para comparar, porque nunca nunca nada está perfeito. É preciso mudarmos, é preciso ficar feliz pelo outro para também nós sermos felizes. É preciso mudar mentalidades e sentimentos. É preciso aceitarmos.

Simples Assim!

 

Gerir conflitos!

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Já alguma vez sentiram que todos vos procuram numa situação de aperto ou desespero ou simplesmente de desabafo???

Há quem diga que é um dom, será mesmo?

É de facto gratificante quando aquela pessoa sai de perto de nós mais aliviado e de sorriso na cara. Mas e quantas vezes não deixam a sua carga negativa com quem as ouviu? Ás vezes não é fácil. E será que a outra pessoa sabe disso? Será que alguma vez se lembra disso?

E quando nós precisamos e não temos ninguém? Como se tivessemos sido feitos apenas para ouvir, e se não estamos bem para ouvir...não somos amigos, somos egoistas. Quantas vezes não começamos uma conversa, um desabafo, e o nosso ouvinte responde-nos com os seus exemplos e a sua vida...e de repente a conversa já não está centrada em nós mas naquela pessoa. E ficamos suspensos naquele pensamento: wow, como é que isto aconteceu????

E será isto um dom? Termos sempre a palavra certa para aquela pessoa, termos sempre um conselho...a maior parte das vezes sentimo-nos bem com isso, mas depois há aquele dia em que está pesado demais, apetece mandar tudo á fava, que nos deixem em paz ou venham ter connosco se for para rir senão deixem-se estar sossegados. Afinal também temos os nossos conflitos, interiores e exteriores. E ás vezes são tantos.

E quando ouvimos desabafos de duas partes, uma tem razão mas a outra também não deixa de ter. Bem....então aí é mesmo preciso ter jogo de cintura e andar com muito cuidado pois o terreno está completamente minado. Mas pronto. Temos aquele dom, e conseguimos gerar pensamentos diferentes, visões numa outra perspectiva e criar harmonia. Mas ufa, que carga enérgica. É que ficamos de rastos mesmo. Felizes porque fizemos alguém feliz, mas esgotadas. E depois isto repete-se, em casa, no trabalho, com amigos....

Enfim...e no meio disto tudo, não sei dizer se é bom ou mau procurarem-nos para esse consolo.

Ás vezes é melhor aceitar as coisas como elas são, do que fugir delas não é? Fugir daquilo que somos por vezes traz-nos infelicidade. Aceitar torna-se mais fácil, mais leve e torna-nos mais felizes.

Por isso talvez seja melhor aceitar, estar disponivel. E quando estamos naquele dia não, o melhor será afastarmo-nos, ficarmos no nosso canto caladinhos para não darem por nós. 

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Simples Assim!

A melhor versão de ti!

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Muito se tem lido e falado sobre o descobrir quem somos e o que realmente queremos. Há neste momento uma grande escolha de livros e mentores a ensinarem-nos a viver ou a retomar a vida de uma forma mais simples e sentida. Eu própria não resisti e já tenho dois livros dentro deste género. Um deles que está muito na moda agora é o " Vive a tua luz" de Inês Nunes Pimentel. Li-o todo. Acho que não me convenceu a 100% uma vez que não me enquadro em algumas das situações. Acho que mais do que nos encontrarmos ou retomarmos a nossa vida o que acontece é que paramos para refletir chegando á conclusão que o que acabámos de ler tem toda a lógica e que nos estamos a esquecer de algumas coisas fundamentais na nossa correria do dia a dia. Como disse nem tudo veio ao meu eu digamos assim. Mas algumas outras coisas sim. Ficamos a pensar naquilo que acabámos de ler e depressa chegamos á conclusão que é realmente assim e deviamos parar mais para pensar e sentir mais. Fazer as coisas com mais calma de maneira a poder viver plenamente esse momento.

Li um comentário há dias que dizia que estes livros não são necessários para a nossa vida para conseguirmos andar para a frente. Se calhar é verdade, mas se calhar andamos todos a precisar de os ler para nos relembrarmos de um monte de coisas que nos fazem felizes, que de tão simples que são nem nos lembramos delas.

A verdade é que há pequenas coisas que nos fazem sentir muito bem, como o facto de acendermos uma vela, colocarmos uma musica relaxante e mergulharmos na banheira, sentir  relva ou a areia da praia nos pés nus, exfoliarmos a nossa pele e sentir cada centimetro da mesma, estarmos conectadas com aquilo que estamos a fazer em vez de o fazermos e termos na cabeça mil e uma outra coisa....

É engraçado como coisas tão simples deixaram de fazer parte da nossa vida e o facto de as voltarmos a fazer dá-nos um prazer enorme. Já não me lembrava da última vez que tinha tomado um banho de banheira. A semana passada fiquei um dia em casa e depois de levar a miuda para a escola estava sozinha em casa, o que é muito raro. Decidi levar em conta algumas sugestões da Inês Pimentel. Enchi a banheira, juntei sal e algumas gotas de óleo de eucalipto. Acendi velas, coloquei musica relaxante, fiz uma exfoliação e uma máscara hidratante, e ali estive naquela água quente e perfumada....bem, maravilhoso. Foi muito bom mesmo. Passei o dia muito mais relaxada, a casa ficou completamente perfumada com os produtos que usei facilitando também o relaxamento da mente.

Talvez o facto de ter lido estes livros me tenha ajudado a perceber que é preciso parar de vez em quando para cuidar de mim, pois só assim conseguirei andar mais calma e fazer as coisas com outro raciocinio e até a ver as coisas de outra forma. Torna tudo mais leve.

Este género de livros não nos ensinam nada de novo mas abrem aquela gaveta esquecida no fundo do armário. E quando a abrimos é como se tivéssemos descoberto um grande tesouro esquecido no tempo: a nossa verdadeira e unica versão, a melhor de nós!

Simples Assim!

Feliz 2019

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Tenho andado tão sumida....

Mas por uma boa causa. No ano passado o meu espírito natalício esteve difícil de se manifestar, este ano foi o oposto. Ainda era Novembro e já eu andava completamente ansiosa e ocupada com decorações e até com aquele sentimento de agradecimento. Estou em casa desde o dia 22 e têm sido dias muito preenchidos com os miúdos e a família. Tão bom. Temos cozinhado, passeado, ido à praia caminhar, passeios de bicicleta....muito muito bom.

O meu Natal foi como sempre em familia na casa da mãe!!! Adoro.

E o vosso? Como foi? Espero que abençoado. 

Para 2019, e ao contrário dos outros  anos, não tenho objectivos definidos. Nem quero sequer pensar ou delinear o que quer que seja. Quero viver e aproveitar o que me for oferecido. Tenho vontades e objectivos que quero concretizar mas nao quero pensar que será em 2019 ou 2020....não. Serão vontades a serem realizadas ao longo da vida. Cada vez acredito mais que para tudo há o tempo certo. E tenho a certeza que tudo será realizado no momento certo, sem pressões e sem ir atrás. É preciso saber esperar para melhor poder saborear. É o que vou fazer!

Espero que todos vocês entrem com os dois pés neste novo ano, num grande salto para a frente. Agradeçam o que têm, vivam cada momento da melhor maneira aceitando e saboreando.

Feliz Ano Novo!

Simples Assim!

Coretos

A magia do Natal anda por aí? E aposto que a correria acompanha!

Por aqui as compras estão feitas, assim como está comprado o papel de embrulho e as fitas....mas ainda falta embrulhar alguns presentes. Este ano ao contrário do ano passado o Espírito de Natal entrou  mais cedo cá em casa,  e os enfeites foram iniciados ainda no final de Novembro. Temos vindo a acrescentar uma coisinha aqui e outra ali todos os fins de semana. Os jantares também já começaram, e na próxima semana estarei por casa!!! Gosto tanto desta época! Nestas últimas semanas tenho feito questão de ver filmes de Natal praticamente todas as noites no Fox Life. Adoro! E foi exatamente nestes filmes que me apercebi que em todos existe uma coisa em comum na Cidade onde tudo acontece:um coreto! É verdade. É aqui que toda a gente se reúne para iluminar a cidade, para cantarem canções de Natal ou mesmo para fazerem aqueles mercadinhos de Natal. Dei comigo a pensar que seria esse exatamente o significado de um coreto:juntar as pessoas da terra. Aqui na minha terrinha tivemos um coreto....há já uns anitos, era eu uma miúda. E sim chegou a ser utilizado para uma festa ou outra. Não me parece que lhe tenham dado muito uso ou o uso que merecia. E acabaram por o deitarem abaixo para fazerem uma rotunda....É verdade. Agora olhando para trás foi uma atrocidade o que fizeram. Realmente os valores vão se perdendo o que é uma pena.

Significado encontrado:

Coreto é uma cobertura, situada ao ar livre, em praças e jardins, para abrigar bandas musicais em concertos, festas e romarias. Em Portugal, é encontrado praticamente em todas as povoações no seu centro ou junto a igrejas ou capelas. Também é usado para apresentações políticas e culturais. 

Este era o nosso:

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Sei que ainda o usámos pois lembro-me de actuar em algumas danças quando era miúda aqui nesta zona num palco feito ao lado, o coreto se nao estou em erro servia de zona de quermesse onde vendiamos as rifas.

E depois há deles fantásticos, uns mais lindos do que outros:

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Imagens retiradas da net.

E muitos mais existirão, uns mais modernos outros mais antigos mas todos tinham o mesmo objectivo: juntar pessoas.

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Esta tirei ontem na Nazaré assim de fugida porque o vento quase me levou lol!!!

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Estes, imagens retiradas da internet, são de outros países. Com neve ficam ainda mais mágicos.

E magia é tudo o que se pede nesta época do ano!!

Simples Assim!!

Otimismo versus pessimismo

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Hoje em dia é tão dificil arranjar amigos bem dispostos. Estamos rodeados de gente mal humorada,  irritada, que passam a vida a reclamar alguma coisa. Ufa, que desperdicio de energia. Uma coisa é alguém que está mesmo com um problema e precisa de ajuda ou de desabafar, outra coisa, completamente diferente, é passar os dias inteiros a reclamar, a criticar, a apontar o dedo ao outro, a lamentar-se....É demais. Devia até ser proibido deixar estas pessoas andarem por aí a aborrecer e a cansar os outros que estão de bem com a vida!!!!

Anda tudo tão ocupado que se esquecem de olhar para o lado e ver a quantidade de coisas boas que têm na vida. Esquecemo-nos sobretudo de agradecer o que temos, e o que temos é tanto.

Temos de parar, para poder usufruir e sentir e aproveitar o momento. Porque a vida é feita de momentos e não de coisas. E são esses momentos que serão lembrados e levaremos connosco.

Quantas vezes passamos num sitio que nunca reparamos e que no dia que tomarmos mais atenção ou consciência desse sitio, pensamos: olha que bonito, nunca tinha reparado neste pormenor. Verdade? E isto é o quê? Falta de tempo? Também. Mas a falta de tempo não nos tira a visão e a percepção daquilo que temos. E temos tão mais do que tanta gente. E quanto mais temos mais reclamamos certo?

Mas se ao contrário,  tomarmos consciência do que temos de bom, aproveitar e agradecer, tornamo-nos até mais leves, mais animados, mais bem dispostos. E essa leveza faz com que vejamos as coisas de outra forma, com outra alegria.

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Li algures há já muito tempo que o maior tesouro está escondido dentro de nós  e que o homem procura procura e nunca acha porque se recusa a olhar para dentro de si.

O melhor mesmo é ter à nossa volta pessoas de bem com a vida que usufruem da nossa companhia com alegria e boa disposição, positivas e que encaram os problemas com leveza, pois como alguém uma vez disse: se o problema não tem solução não vale a pena nos cansarmos, se o problema tiver solução também nao vale a pena perder muito tempo com ele pois tudo ficará resolvido.

Já chega de gente mal disposta, cheias de pessimismo que não vêm a luz ao fundo do tunel. Abram um sorriso, abram os braços e levantem a cabeça do chão para apreciarem o que vos rodeia e aproveitem o que o vosso dia vos dá de bom, e agradeçam.

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Simples Assim!

 

Review de livros

 

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Quem é que já leu algum livro de Raúl Minha'alma? E o que acharam?

Acabei de ler o livro "Larga quem não te agarra". Bem, ler, é como quem diz....não foi bem uma leitura. Foi um ler aqui e ali. Tem um registo muito idêntico ao escritor Pedro Chagas Freitas.Não é daquelas leituras que se fazem a correr, não. Vai-se lendo um excerto aqui outro ali. Até porque há excertos que nada têm a ver connosco, com os quais não nos identificamos.

Parece-me que cada vez mais há uma tendência para este tipo de livros. Não são de todo da minha preferência. Confesso que este comprei tendo em conta o titulo. Sim o titulo chamou a minha atenção num momento em que era mesmo isso que eu precisava de fazer: Largar quem não me agarra, soltar o que não me prende. Penso que é o que se chama de "destralhar" tanto de coisas como de pessoas.

Há quem diga que quando chegamos aos 40 relativizamos muita coisa, deixamos de nos preocupar com muita coisa, dando importância ao que realmente vale a pena. Passei realmente por essa fase, tive de largar quem já não me agarrava.Se foi fácil? Não , não foi. Mas a partir do momento que o fiz, senti alivio. Senti acima de tudo, que tinha dado um passo em frente. Um passo importante para continuar o meu caminho mais leve e mais feliz. Neste momento estou a destralhar de coisas acumuladas aqui em casa e que nos tiram energia. Para quê guardar? É uma ilusão, tira-nos espaço e dá-nos trabalho. Não usas? Dá a alguém ou deita fora. Este é o lema.

" Os dias correm demasiado depressa para perderes tempo com o que não queres. Larga quem não te agarra, solta o que não te prende."

Mais uma vez, o tempo está aqui presente, e a falta que tenho dele ajudou-me a tomar decisões, a deixar para trás pessoas e coisas que em nada melhoravam a minha vida, pelo contrário atrasavam-na. Há que tomar consciência que a vida anda, gira e roda, e nem todos os que pertenceram ao passado nos acompanharão no futuro, há que deixá-los ir. O mesmo acontece com as coisas que teimamos em guardar. Para quê? Ficam apenas a ganhar pó, nunca mais as utilizaremos. E ficam ali apenas pelas memórias e pela esperança de se voltarem a usar. Desenganem-se. Precisamos de tempo e de espaço para tornar a vida mais leve e mais agradável.

"Passamos os dias a viver para os outros, a ouvir o que os outros dizem, a fazer o que os outros pedem, e nós, para nós, calamo-nos.(...) E a vida passa, sentimos que o tempo corre como nunca, e nós, que nem tempo temos para reparar no quão rápido o tempo passa, vamos tropeçando nos sonhos que nos caem ao chão. (...)São bocados de nós que caem e ficam, são bocados de destino que deixam de existir e sorrisos que não chegam a acontecer. Não te deixes abafar pela vida, respira sonhando."

"Andamos cheios de pressa para fazer e sem tempo para ser. Corremos para receber, andamos para dar. Não somos nada mas temos tudo. Falamos mais do que ouvimos. Escrevemos mais do que lemos. Passamos mais tempo no caminho do que no lugar. Lutamos pouco por coisa muita, choramos muito por coisa pouca. E tudo isto porque queremos ter para ser, em vez de ser para ter. Não somos o que temos, somos o que somos. E enquanto não percebermos isso, vamos continuar a dar a nossa vida e a desperdiçar o nosso tempo com coisas banais, supérfluas e efémeras.É hora de parar, sentar e desfrutar de um café com uma boa companhia.(...)Parar só por parar, e respirar fundo. A vida também é isto.(...)O tempo corre?Então deixemo-lo correr. Dêmos vida á calma e deixemos a pressa morrer."

Simples Assim!!

O nosso país desejado por tantos

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Serei só eu a achar que esta fase que estamos a passar no país, este frenesim de estrangeiros a descobrirem o nosso paraiso, pode passar a ser uma coisa não assim tão boa daqui a uns tempos???? Ir a Lisboa já é um caos enorme, tanto em quantidade de pessoas como de aumento de preços. Não sou contra a vinda de ninguém para o nosso país, pelo contrário, adoro receber, adoro fazer amizades com pessoas externas ao nosso país, adoro conhecer a cultura daqueles que nos visitam e adoro falar tanto em inglês como em francês. E por um lado, sim, abre-nos portas a muita coisa, mas por outro lado, vejo-os a terem uma vida otima com as suas reformas bem maiores do que as nossas, os privilégios que o nosso governo lhes dá, e nós todos, portugueses bons anfitriôes que somos a ajudá-los em tudo o que precisam, e quando digo tudo é mesmo tudo, desde as voltinhas a dar para seguros, compra de casa, moveis, carros, luz, água....etc, etc, etc. Contam connosco para tudo, e para tudo estamos sempre dispostos a ajudar. Nestes últimos tempos, contudo, fui confrontada com exigências que me parecem despropositadas, e que ao sermos com eles um pouco menos flexiveis aparecem-nos algumas caras feias e até com reações menos próprias porque acham que é nosso dever. Ora não é de todo nosso dever servi-los. E últimamente, para ser honesta, tenho pensado imenso nos nossos emigrantes que foram para outros países á procura de uma vida melhor tendo para isso servido os habitantes desses países da melhor forma que puderam: sempre com simpatia e humildade, o que vejo agora, são eles, estrangeiros, a virem para cá, mas com uma situação que se mantém: continuamos a servi-los. Não é que seja de todo mau, pois por aí talvez até haja mais emprego e quem sabe melhor pagamento. O que me aflige, é o facto de virem para cá já com uma certeza de que os vamos servir, e isso dá cabo dos meus nervos!! O que me aflige é sentir que daqui a uns tempos, e por acharem que são melhores do que nós nos destruam a cultura tão nossa, havendo uma mistura de mundos tão dispares que um dia nos vamos perguntar : o que é feito do nosso país. Tenho um certo receio que em vez de melhorarmos apenas melhoremos a vida deles ficando a nossa cada vez pior não podendo fazer nem ter uma vida melhor, pois os nossos salários são incompativeis com as reformas deles, e os nossos preços vão disparar cada vez mais pensando apenas neles e no dinheiro que podem ganhar através deles.

Claro que como em tudo há excepções. Conheci um casal que comprou casa, pensa em vir para cá viver, e que querem conhecer e viver a nossa cultura. Pessoas educadas que agradeceram toda a ajuda e disponibilidade que lhes foram dadas, que se esforçaram para entender como tudo funciona e não nos puseram a nós a fazer o que a eles compete. O mais engraçado é que querem sair do seu país porque o mesmo já não é deles. E para lá caminhamos nós. Confesso que isto me tem deixado realmente preocupada. Vejo estrangeiros a recuperarem edificios para os quais não teriamos dinheiro para comprar quanto mais para os recuperar. Pode ser bom....mas não será mau também? Não deveriamos nós ter oportunidade de o fazer? De ter ajudas, sim, darem ajuda ao povo português a reconstruir, a construir de novo, a recuperar o que é nosso, a ter até melhores salários, mais incentivos, do que dar a quem vem de fora privilégios e beneficios??? Não entendo esta politica. Acho que deviamos apostar, sim, no turismo, cada vez mais, pois sabemos que essa é uma área que mexe imenso com a nossa economia, temos um país lindo e queremos é mostrá-lo e partilhá-lo. Mas turismo é uma coisa, vê-los a querer um pedacinho da nossa terra é outra completamente diferente.

Espero que não me interpretem mal. Estou apenas um pouco assustada com tudo isto, e não tenho a certeza de que isto seja assim tão bom como todos acham neste momento!

Simples Assim!!

Livros - Review

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Hoje falo-vos do último livro que li.

A última Noite No Chateau Marmont fala-nos dos famosos e de como as suas vidas são devassadas através da imprensa. E quando aqueles que não sendo famosos sentem na pele essa devassidão? Pois é, deve ser bem pior. Não têm porque que andem atrás deles mas um único passo em falso e numa única foto mal tirada ou uma conversa da qual não se sabe extamente o contexto....pode-se dar cabo de uma vida.

Li este livro sempre a pensar até ao fim no inevitável desfecho. Mas não acabou como esperava. Não foi aquele livro que li de uma assentada só, pois fui sempre esperando que algo mais acontecesse e parecia que não passava daquilo. Mas o desfecho não foi realmente o que esperava.

É um mundo fascinante este dos famosos, e ao mesmo tempo aterrador. Hoje são uns pés rapados e amanhã estão rodeados de luxo e gente bonita. Mas esta vida de famoso faz com que haja muita gente a decidir por ele/ela, muita gente que está apenas interessada em fazer mais e mais dinheiro, e aquilo que tinham de mais valioso começa a perder-se: os verdadeiros amigos, a familia, os valores.

Ás vezes sentimos inveja destas pessoas que de um momento para o outro vêem a sua vida tranformada podendo comprar tudo o que sempre sonharam, estar com pessoas que viam todos os dia na televisão, brilhos e luxo...e de repente aquele vazio, pois nada do que têm os preenche, os faz realmente felizes. Nunca estão estão sozinhos pois há sempre um paparazzi á espreita, e nunca procuram algo de bom para mostrar, pelo contrário. 

Acho que nunca mais vou acreditar á risca no que leio numa revista cor de rosa!! Nem sempre o que parece foi o que realmente aconteceu.

É um livro interessante, um mundo diferente do nosso. Vale a pena ler para temos a certeza de que somos realmente muito felizes!

Simples Assim!

8 anos da minha pipoquinha

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É bem verdade que a vida passa a correr, e quem tem filhos vai tendo cada vez mais noção disso, pois não param de crescer. Ainda agora nasceram e pufs já andam na escola, têm conversas de adultos assim como comportamentos que nos deixam de boca aberta.

Este domingo passado a minha pipoquinha fez 8 anos!!! 8!!!! Está a deixar de ser a minha bébé 

Pois é! Eles crescem e nós vamos envelhecendo. Olhamos para trás e pensamos: como é possivel que já tenham passado tantos anos....E dá-nos aquela sensação de "Oh tempo volta para trás...", aquela saudade e ao mesmo tempo uma certa tristeza de já não podermos ter mais aqueles momentos de ternura...quer dizer, eu ainda vou tendo alguns mas já tão escassos!

Fiz um lanchinho que se transformou numa festa mesmo lol! Coleguinhas e familiares que foram aparecendo e pronto, casa cheia!! Mas são de facto estes momentos que nos ficarão na memória. Na nossa e na deles. E este é realmente um daqueles valores que quero muito que eles tenham: a importância da familia e dos amigos.

Espero também, como é óbvio, que se vão lembrando do pai e da mãe e dos momentos que nos esforçámos tanto para lhes dar. Sim, porque isto de fazer festas tem o que se lhe diga. Praticamente faço a comidinha toda, mais aquilo que se compra....trabalho e dinheirinho saem de nós com toda a certeza com algum sacrificio e cansaço, mas com aquela sensação de satisfação de os ver felizes também.

Ao deitar-se, já tarde, perguntei-lhe se tinha gostado, ao que ela respondeu que tinha adorado tudinho. E é assim que uma mãe fica de lágrima no olho por sentir a felicidade da sua filhota e ter contribuido para isso, mesmo que áquela hora estivesse de rastos 😆

Simples Assim!

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